Árvore de Natal

Qui
sera,
Senhor,
neste Natal,
armar uma
árvore no meu
coração e nela
pendurar, no lugar
de presentes, os
nomes de todos os
amigos. Os antigos e os
mais recentes. Os que
vejo a cada dia e os que
raramente encontro.
Os sempre lembrados e os que,
às vezes, ficam esquecidos.
Os constantes e inconstantes. Os
das horas difíceis e os das horas alegres.
Os que sem querer, eu magooei e os
que, sem querer, magoaram-me. Aqueles
que conheço profundamente e aqueles
dos quais pouco sei. Os que pouco me devem
e aqueles a quem muito devo. Os amigos humildes
e os amigos importantes. Os nomes de todas as
pessoas que já passaram pela minha vida.
Uma árvore de raízes bem profundas, para que seus
nomes jamais saiam do meu coração e da minha
memória. Uma árvore como jamais houve outra igual. De
ramos muito extensos para que novos nomes, vindos de todas
as partes, juntem-se
aos já existentes.
De sombra boa
e agradável, para
que a nossa amizade
seja, sempre e sempre, um momento de repouso nas lutas da
vida.
(Texto de Paulina Fox, adaptado e editado por Lenise
Resende)
  
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A
Origem da Árvore de Natal
A “Árvore de Natal”,
conhecida em algumas regiões da Europa como “Árvore de
Cristo”, desempenha papel importante na data
comemorativa do nascimento de Jesus e representa
agradecimento por sua vinda. Entre as versões sobre sua
procedência, a maioria delas indicando a Alemanha como
país de origem, a mais aceita atribui a novidade ao
padre Martinho Lutero (1483-1546), autor da reforma
protestante do século XVI. Ele montou um pinheiro
enfeitado com velas em sua casa. Queria, assim, mostrar
às crianças como deveria ser o céu na noite do
nascimento de Cristo. Os relatos de meados do século
XVII, provenientes da Alsácia (França), são de que
florescimentos de árvores no dia do nascimento de Jesus,
levaram os cristãos da antiga Europa a ornamentar suas
casas com pinheiros no dia do Natal, única árvore que,
nas imensidões da neve, permanece verde. O costume de
preparar este complemento do presépio foi passando de
vizinhança em vizinhança, alcançando hoje até países
onde a neve é um fenômeno desconhecido. Na Roma antiga,
os romanos penduravam máscaras de Baco em pinheiros para
comemorar a "Saturnália", uma festa que coincidia com o
nosso Natal. (Fonte: O Guia dos Curiosos, Marcelo
Duarte, Ed. Cia. das Letras) |
  
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