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História do
Natal
Edição e Pesquisa de Lenise Resende
Calendário cristão atual:
6 de dezembro: São Nicolau
24 de dezembro: Véspera de Natal
25 de dezembro: Aniversário de Jesus
1° de janeiro: Ano Novo
6 de janeiro: Reis Magos

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• Natal do Lat.
natale - adj. 2 gên., diz respeito a nascimento;
natalício; pátrio; s. m., dia ou época em que se
comemora o nascimento de Jesus Cristo (grafado com
inicial maiúscula); dia do nascimento. A palavra "Christmas",
como o Natal é chamado nos países de língua inglesa, vem
do inglês arcaico "Christ's mass" (missa de Cristo).
Essa missa fazia parte de um festival cristão que era
realizado no dia 25 de dezembro, para comemorar o
aniversário de Jesus Cristo.
• Presépio do Latim praesepiu - s. m., estábulo;
estrebaria; representação do nascimento de Jesus Cristo
(escultura, conjunto de figuras, etc.). Representando o
lugar onde Jesus nasceu, o presépio é montado com os
seguintes elementos: Maria, José e o Menino Jesus na
manjedoura com palha, os animais (vaca, burro, ovelha) e
os três reis magos, São Francisco de Assis teria sido o
criador desse clássico, que surgiu no sul da Europa em
1224. Um presépio com pessoas e animais foi montado nos
fundos de uma igreja de uma vila, para encenar o Natal. |
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• Manjedoura s. f.,
tabuleiro fixo em que se coloca a comida dos animais nas
estrebarias; foi o berço do Menino Jesus.
• Estrelas - Além de lembrar a Estrela de Belém,
simbolizam os Santos e Justos, que são como as estrelas
do céu.
• Estrela de Belém - A estrela guiou os três reis
magos desde o oriente até o local onde nasceu Jesus para
que pudessem presenteá-lo com ouro, incenso e mirra. É
lembrada, hoje, pelo enfeite que é colocado no topo da
árvore de Natal. |
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• Reis magos - Os
presentes que os três reis magos deram a Jesus foram:
Incenso (Gaspar), representando a nobreza; Ouro (Melchior),
o poder material, e a amarga Mirra (Baltazar),
significando o sacrifício que Jesus enfrentaria. As
imagens dos reis magos só apareceram em presépios por
volta de 1484. O dia 6 de janeiro, na maior parte dos
países cristãos, é o Dia dos Reis Magos. Na Espanha, os
presentes são distribuídos nesse dia. Em Portugal, no
Dia de Reis come-se o bolo-rei. |
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Símbolos do Natal |
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• Sino - do Latim
signu, sinal - s. m., instrumento, geralmente de bronze,
de forma cônica, e que produz sons mais ou menos fortes
quando se percute com uma peça interior chamada badalo.
No passado, o povo se guiava pelo replicar dos sinos, o
relógio popular nas grandes festas cristãs. No Natal o
sino chega ao seu esplendor máximo. O Aleluia é um dos
mais expressivos hinos de louvor a Deus e o canto de
alegria. Aleluia!Aleluia! Quer dizer: Alegremo-nos!
Alegremo-nos! Os sinos também cantam a alegria. |
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• Árvore de Natal -
O pinheiro é a única árvore que não perde suas folhas
durante o ano todo. Permanece sempre viva e verde. Entre
as várias versões sobre a procedência da árvore de
Natal, a maioria delas indicando a Alemanha como país de
origem. A versão mais aceita atribui a novidade ao padre
Martinho Lutero (1483-1546), autor da reforma
protestante do século XVI. Ele montou um pinheiro
enfeitado com velas em sua casa. Queria, assim, mostrar
às crianças como deveria ser o céu na noite do
nascimento de Cristo. |
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• Enfeites - Os
enfeites para árvores podem ter surgido de um hábito
druida de decorar velhos carvalhos com maçãs douradas
para festividades nesse mesmo dia do ano. Os alemães
tinham o costume de decorar suas árvores com papel
colorido, frutas e doces. A tradição espalhou-se pela
Europa, chegou aos EUA pelas mãos de colonizadores
alemães e daí para o mundo. Os enfeites vermelhos
lembram, com essa cor, o sangue, a Encarnação que se
opera no Natal. |
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• Guirlanda de
guirnalda (grinalda) - s. f., capela, coroa de flores,
ramos, etc.; diadema; festão, enfeite de flores
entrelaçadas, formando banda ou tira; enfeite feito de
folhas ou flores. Antes mesmo do nascimento de Cristo,
no Ano Novo romano (1º de janeiro), as casas eram
decoradas com guirlandas e luzes, para simbolizar o
calor em meio ao frio e à escuridão. |
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• Velas - Trazem a
lembrança de que devemos ser luzes a espargir o nosso
brilho. " Vós éreis trevas; sêde agora as luzes do
Senhor".
• Luzes - As luzes que na época natalícia
iluminam ruas, casas e árvores simbolizam Cristo como a
luz no mundo. Nos Estados Unidos e Canadá, as cidades
revestem ruas, locais públicos, lojas e casas, com luzes
de várias cores. |
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• Bengala - As
primeiras decorações da árvore de Natal, nos Estados
Unidos, foram feitas de papel e balas de açúcar, em
forma de bengala. Não havia então decorações artificiais
de bolas brilhantes ou de luzes. |
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• Anjinhos -
Significam que os céus se abriram e Deus visitou o seu
povo.
• Bolas - simbolizam as graças divinas que nos
são concedidas diariamente; os frutos da "árvore vida’’
ou seja, o próprio Cristo. |
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• Meias - A
tradição de pendurar meias na lareira se originou de uma
das história que envolvem São Nicolau, o Santo que
inspirou a figura do Papai Noel. Nicolau ainda era jovem
quando deu mostras de sua extrema bondade. Em sua cidade
vivia um homem muito pobre, que não tendo dinheiro para
realizar o casamento de suas três filhas, ficou muito
triste. Sabendo dessas dificuldades, Nicolau que era de
família muito rica, deixou escondido um saco de ouro na
janela da filha mais velha, já em idade de casar.
Nicolau repetiu a boa ação para as outras duas moças.
Conta a lenda que Nicolau jogou o saco de ouro pela
chaminé, onde secavam algumas meias. Daí o hábito das
crianças deixarem as meias nas chaminés ou janelas à
espera de presentes. |
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• Presentes - A
troca de presentes, representa o presente que Deus nos
deu, quando Jesus nasceu para nós. Dar presentes é um
sinal de amizade. Os presentes de Natal foram idéia do
Papa Bonifácio, no século 7. No dia de Reis, ele
distribuía pão ao povo, recebendo presentes em troca.
Dar presentes no Natal é um costume de origem pagã. Os
romanos comemoravam a Saturnália, no dia 17 de dezembro,
com uma troca de presentes. No Ano Novo romano (1º de
janeiro), eram distribuídos para crianças pobres. Tribos
germânicas da Europa, após sua conversão ao
Cristianismo, comemoravam o Natal com uma troca de
presentes. Na Itália, Espanha e alguns outros países, as
crianças recebem presentes no dia 6 de janeiro e não no
dia 25 de dezembro. Em vários países europeus, os
presentes são dados no dia 6 de dezembro, durante a
comemoração da Festa de São Nicolau, o patrono das
crianças. Segundo várias lendas, São Nicolau seria um
benfeitor anônimo que presenteava pessoas durante o
período natalino. Uma tradição mais antiga remete aos
presentes que os três reis magos deram a Jesus. Hoje, as
datas e motivos dos presentes variam. |
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• Ceia - No dia 24
de dezembro à noite ceia-se e 25 é o dia de Natal
propriamente dito. A ceia simboliza o banquete eterno.
As castanhas, aparecem na ceia, por terem um miolo
saboroso que se encontra sob a casca, lembrando o Menino
Jesus que, nasceu humildemente, ocultando a própria
divindade. As balas e bombons, representam, no Natal, a
doçura das palavras divinas. |
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• Panetone - Pão
tradicional do Natal, o Panetone é uma espécie de bolo,
feito de fruta cristalizada. Iguaria indispensável em
qualquer ceia, o Panetone tem uma origem nobre. No final
do ano de 1395, o duque de Milão, Gian Galeazzo
Visconti, resolveu festejar o recebimento das insígnias
ducais com a criação de um pão bem diferente, recheado
de frutas cristalizadas e uvas passas. Por estar perto
da época natalina, o aparecimento do Panetone ficou
ligado à idéia de comemoração e felicidade. Com as
técnicas de fabricação e conservação, o Panetone
popularizou-se no mundo inteiro (alguns até se
modificaram) mas na receita original vão os mesmos
ingredientes de 500 anos atrás.
• Bolo Rei - É mais um costume natalino. Seu
formato lembra uma coroa. E as frutas cristalizadas,
amêndoas, nozes e figos, as jóias que a enfeitam. Este
doce, simboliza as prendas que os Reis Magos ofereceram
a Jesus recém-nascido. A sua côdea (parte externa)
representava o ouro, enquanto as frutas secas
simbolizavam a mirra e o seu aroma, o incenso. Conta a
lenda que, quando os reis magos viram a estrela que
anunciava o nascimento de Jesus, disputaram entre si o
direito de entregar os presentes que levavam. Para
acabar com a briga, um padeiro teve a idéia de fazer um
bolo para os três e esconder uma fava dentro da massa.
Não se sabe se foi Gaspar, Merchior ou Baltazar o feliz
contemplado, mas a receita do Bolo Rei correu o mundo e
ganhou fama de proporcionar prosperidade a quem tirar a
fatia premiada. Quanto à fava, quem a receber se
compromete a oferecer o doce no Natal seguinte. Havia
uma tradição que afirmava que os cristãos deveriam
comer, entre o dia 25 de dezembro e o 6 de janeiro, doze
bolos-reis. Em Portugal, o bolo tem um lugar de honra
nas vitrines das confeitarias, desde o final de novembro
até 6 de janeiro, Dia de Reis, quando muitas famílias,
mantendo a tradição, comem o Bolo Rei e distribuem os
presentes das crianças. |
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História do Papai Noel |
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• Papai Noel - Uma
lenda norueguesa deu origem à crença de que Papai Noel
(Santa Claus) desce pela chaminé: a deusa Hertha
aparecia nas lareiras e trazia boa sorte às casas.
Clement Moore, um ministro e poeta americano, foi o
primeiro a descrever Papai noel como ele é hoje em dia:
roupa vermelha debruada de branco, sendo transportado
por um trenó puxado por renas. O Papai Noel atual é
descendente de São Nicolau, que foi um bispo de Myra,
uma cidade da Ásia Menor, localizada no que hoje é a
Turquia . Essa história de muitos "milagres" começou no
ano 270 ( Século III ) em Patras, cidade a apenas alguns
quilômetros de Myra, na antiga província da Lícia. Alí
viviam Epifânio e sua esposa Joana; devotos cristãos ,
que somente após muitas preces conseguiram um filho.
Este recebeu o nome de Nicolau, que significa "Pessoa
Vitoriosa". Os pais de Nicolau morreram quando ele era
ainda jovem. Um tio recomendou-lhe então, que conhecesse
a Terra Santa e ele embarcou num navio. Durante a viagem
houve uma tempestade muito forte, que só teria parado
milagrosamente quando Nicolau rezou pedindo ao Pai do
Céu para parar a tempestade; e a tempestade parou. Foi
por isso que ele se tornou o padroeiro dos marinheiros.
Quando voltou da Terra Santa, Nicolau resolveu mudar-se
para Myra, onde viveu na pobreza, pois havia doado toda
a sua fortuna. Alguns anos depois, o bispo de Myra
morreu. Como os anciões da cidade não conseguiam
escolher um sucessor, resolveram colocar a decisão nas
mãos de Deus. Na mesma noite, o mais velho dos anciões,
segundo a lenda, teve um sonho, em que Deus lhe dizia
que o primeiro homem a entrar na igreja deveria ser o
bispo. Nicolau, acostumado a acordar cedo para rezar,
foi indicado para ser o bispo. São Nicolau morreu no dia
6 de dezembro - dia de sua festa litúrgica - do ano 342,
cercado de respeito por todos os cristãos. Atualmente, é
um dos santos mais populares do cristianismo. Em Roma,
existem 60 igrejas com seu nome; e na Inglaterra, mais
de 400.
(Fonte:
www.parquedopapainoel.com.br) |
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